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Trump anuncia que vai indicar 'czar da IA' e criar força-tarefa para impulsionar setor

  • Presidente americano diz que não irá impedir ou sufocar o crescimento da tecnologia
  • Medida ocorre após líderes de empresas de IA demonstrarem preocupação com o ritmo de desenvolvimento do setor
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São Paulo O presidente dos EUA, Donald Trump, escreveu em uma postagem nas redes sociais neste sábado (19) que está criando uma "Força de IA" para supervisionar a regulamentação da inteligência artificial e que anunciará em breve um "czar" para a área.

"Não vamos, de forma alguma, impedir ou sufocar o crescimento desse setor incrível", escreveu Trump no Truth Social.

"Pelo contrário, vamos valorizá-lo, ajudá-lo e acompanhá-lo à medida que cresce! No entanto, também estaremos atentos ao que há de ruim, e podemos fazer isso com muita facilidade por meio do nosso sistema de justiça criminal e civil já existente", disse.

Homem branco de cabelo loiro penteado para o lado, veste terno escuro, camisa branca e gravata vermelha, olhando para frente com expressão neutra. Fundo desfocado com pessoas e objetos indistintos.
Presidente dos EUA, Donald Trump, em coletiva de imprensa na Casa Branca - Evan Vucci - 18.set.26/Reuters

O presidente americano também sugeriu alterar o termo usado para se referir à inteligência artificial, criando uma enquete para seus seguidores. Segundo ele, a expressão é pouco precisa e não é suficientemente eloquente para descrever a tecnologia.

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"Uma descrição muito mais elegante e precisa desse novo fenômeno seria Inteligência Superior (IS), Inteligência Extrema (IE) ou Inteligência Suprema (IS)", afirmou, em alusão às três opções da votação.

"Esta é uma enquete, e eu agradeceria que todos votassem! Qual é o melhor nome para essa 'Revolução' em constante crescimento?", escreveu.

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A Casa Branca não respondeu a um pedido de comentário sobre a sugestão ou sobre as medidas anunciadas.

No início da semana, Trump afirmou que os EUA já contam com medidas de segurança para regulamentar e processar judicialmente empresas de IA.

"O único controle ou ‘medidas de proteção’ de que a IA precisa é um presidente FORTE E INTELIGENTE (com alto QI!), e os EUA têm isso de sobra!", escreveu Trump no Truth Social, acrescentando que a China se beneficiaria da desconfiança gerada em relação ao desenvolvimento da inteligência artificial.

A declaração foi lida como uma resposta às preocupações manifestadas por líderes do setor no fim de semana sobre o uso indevido da tecnologia.

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O alarme sobre os possíveis danos causados pela IA cresceu na semana passada quando o pesquisador da Anthropic, Jacob Coxon, anunciou que havia se demitido e afirmou que "as pessoas que desenvolvem IA acreditam sinceramente que ela poderia matar a todos nós até o final da década".

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O CEO da Anthropic, Dario Amodei, escreveu em um artigo publicado no sábado (12) que o governo dos EUA deveria elaborar regulamentações exigindo auditorias independentes das ferramentas de IA mais avançadas, conhecidas como modelos "de fronteira".

Ele delineou uma estrutura em três etapas destinada a moderar o ritmo de desenvolvimento da tecnologia e gerenciar seus riscos. A proposta foi imediatamente apoiada por vários outros executivos de grandes empresas de IA, incluindo Elon Musk, que dirige a xAI, e o CEO da OpenAI, Sam Altman.

O apoio de Trump ao setor também ocorre em meio à corrida tecnológica contra a China. "Já temos um poder CRIMINAL e REGULATÓRIO tremendo sobre essas empresas! Há uma conspiração DOENTIA em andamento contra a IA e os data centers, e a única que está feliz com isso é a China", afirmou no começo da semana.

Trump e Xi Jinping vão se reunir em Washington na próxima semana. O líder chinês chega à capital norte-americana na quarta-feira (23). Na quinta-feira (24), Trump e a primeira-dama, Melania Trump, receberão Xi e sua esposa, Peng Liyuan, na Casa Branca.

Autoridades dos EUA afirmaram que o tema da IA será abordado em conversas com a China. Washington e Pequim consideram os avanços no setor cruciais para a competitividade econômica e militar dos países, mas permanecem em desacordo quanto ao acesso a chips avançados, às alegações de cópia de tecnologia e à regulamentação.

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Com informações da Reuters

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