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Paramount conclui compra da Warner Bros, que passa a se chamar Skydance

  • Negócio coloca David Ellison no comando de um dos maiores grupos de mídia de Hollywood
  • Nova companhia, chamada Skydance, reúne estúdios, streamings, canais e grandes franquias
- Atualizado:

The New York Times A Paramount concluiu nesta terça-feira (6) o acordo para adquirir a Warner Bros, colocando o herdeiro da indústria de tecnologia David Ellison no controle de um vasto império de mídia que reúne algumas das propriedades mais valiosas de Hollywood.

O negócio coloca imediatamente a companhia combinada, agora chamada Skydance, entre os principais concorrentes de gigantes do streaming como Netflix e YouTube, atrás apenas de empresas como Disney e Amazon.

Painel digital grande em fachada de prédio mostra o título 'SKYDANCE' em letras brancas, com os logotipos da Warner Bros. e Paramount abaixo, contra fundo escuro com pontos que simulam estrelas. Edifícios altos e céu azul claro aparecem ao redor.
Skydance nasce em meio à queda da TV por assinatura, avanço do streaming e pressão da tecnologia - Adam Gray/Getty Images via AFP

"Hoje é um dia histórico, não apenas para a Skydance, mas para toda a nossa indústria", disse Ellison em comunicado nesta terça-feira (6). "Não poderíamos estar mais animados para começar a trabalhar", disse.

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A nova empresa é um prêmio conquistado após uma disputa acirrada. Ellison tirou a Warner Bros. Discovery de uma concorrente, a Netflix, depois de uma disputa de meses que o levou a fazer nove ofertas pela companhia. A operação foi criada apesar da oposição de uma coalizão de procuradores-gerais estaduais, que processou as empresas para tentar bloquear o negócio por razões antitruste.

A ação foi finalmente encerrada depois que os procuradores-gerais obtiveram uma série de concessões, incluindo a criação de um conselho de independência editorial para proteger a integridade da CNN e o compromisso de Ellison de investir US$ 1,5 bilhão (R$ 7,46 bilhões) adicional em filmes nos próximos cinco anos.

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Centenas de profissionais de Hollywood disseram que o negócio concentraria fortemente o poder corporativo, levando a cortes de empregos e a uma estagnação ainda maior em Hollywood. A Skydance argumentou que a fusão é um contrapeso necessário às grandes empresas de tecnologia.

Ellison agora controla:

Estúdios de cinema

  • Paramount Pictures
  • Warner Bros.
  • Skydance

Serviços de streaming

  • Paramount+
  • HBO Max
  • Pluto TV

Veículos jornalísticos

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  • CBS News
  • CNN
  • TVN24, um dos canais de notícias mais populares da Polônia

Canais de TV por assinatura

  • Comedy Central
  • Nickelodeon
  • TNT
  • TBS
  • HBO
  • MTV
  • Food Network

Grandes franquias

  • Universo DC, incluindo personagens como Batman, Superman e Mulher-Maravilha
  • Harry Potter
  • Star Trek
  • Missão Impossível

Agora, ele precisa administrar tudo isso.

A nova empresa estreia em um setor que passa por uma transformação profunda. A televisão por assinatura, uma das maiores fontes de receita da indústria de mídia, ainda é lucrativa, mas está em declínio terminal. O streaming ainda não substituiu essas receitas. A confiança no setor de notícias está em níveis muito baixos. E empresas de tecnologia como Amazon e Apple estão avançando sobre filmes, programas de televisão e direitos esportivos, elevando os custos de conteúdo.

Esses desafios representarão um grande teste para Ellison, de 43 anos, que até o ano passado nunca havia comandado uma empresa de mídia de capital aberto. Ele e sua equipe terão de convencer Wall Street de que a nova companhia consegue administrar esses desafios enquanto reduz uma dívida de US$ 82 bilhões (R$ 407,54 bilhões), uma quantia expressiva para uma empresa tradicional de mídia.

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Ele também terá de mobilizar dezenas de milhares de funcionários da Warner Bros e da Paramount. As duas empresas passaram por demissões quase todos os anos nos últimos tempos.

A situação é ainda mais complexa devido à relação de Ellison com o presidente Donald Trump, que deixou alguns funcionários da CNN apreensivos. Em abril, Ellison organizou um jantar para "homenagear a Casa Branca de Trump" antes do jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca e, posteriormente, acompanhou Trump em um evento do UFC na Casa Branca. A Paramount detém os direitos de mídia do UFC.

Ellison reduziu parte dessas preocupações ao manter Mark Thompson, presidente da CNN, no cargo. Em um memorando enviado aos funcionários na segunda-feira (5), Thompson disse ter conversado com Ellison e saído convencido de que os executivos da Skydance apoiariam o "jornalismo independente que a CNN sempre defendeu".

Outro dos maiores desafios de Ellison será conquistar a classe criativa de Hollywood em uma era de queda na bilheteria dos cinemas, inteligência artificial e personalização algorítmica.

Ele prometeu investir em conteúdo, com o compromisso de lançar pelo menos 30 filmes por ano nos cinemas, somando as produções das empresas. Depois de dois anos, esse número subiria para 32 filmes. Ele também prometeu reformular as capacidades tecnológicas da companhia.

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Mas terá de fazer tudo isso enquanto entrega US$ 6 bilhões (R$ 29,82 bilhões) em cortes de custos ao longo dos próximos três anos —uma meta que provavelmente será atingida, em parte, com demissão em massa.

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Parte dos cortes provavelmente virá da combinação de áreas da empresa com funções acumuladas. CNN e CBS News estão entre os possíveis alvos, assim como alguns cargos administrativos da Paramount e da Warner Bros.

Esse processo já está bastante avançado: David Zaslav, presidente-executivo da Warner Bros, decidiu deixar a empresa após a operação, assim como Cindy Holland, principal executiva da Paramount responsável pelo streaming.


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